BANCO DE BOAS PRATICAS SOCIOAMBIENTAIS

TEMA GERENCIAL
MANEJO E REFLORESTAMENTO
 
RESUMOS
 
AES Tietê S/A 
Responsável Demóstenes Barbosa da Silva - Diretor

Título do Case: REFLORESTAMENTO DE ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NO ENTORNO DOS RESERVATÓRIOS DA AES TIETÊ

Resumo: Este projeto faz parte do Programa de Revegetação de Matas Ciliares desenvolvido pela AES Tietê, que vem sendo realizado desde o ano de 2.000, no entorno das dez usinas hidroelétricas sob sua concessão, visando a revegetação das áreas de preservação permanente, contenção da erosão e assoreamento, recomposição de ecossistemas, manutenção da diversidade genética e preservação dos rios e lagos devido sua importância de fornecer água e dar suporte a sistemas de produção agrícola e industrial, para consumo humano, recreação, navegação, irrigação, pesca e geração de energia elétrica. Edição 2005
 
 
AES TIETÊ (SP)
Responsável: Demóstenes Barbosa da Silva – Environmental Management and Carbon Credits
Título do Case: Programa de Manejo Pesqueiro

Principal Motivação: A preservação da diversidade biológica e a sustentação da exploração pesqueira racional.
Principais resultados/benefícios gerados: Verifica-se principalmente que as espécies (Curimbatá, Pacu Guaçu e Piapara) que são soltas pela empresa, mas tem se mostrado em ascendência, isto vem mostrar que o programa da empresa vem tendo resultado satisfatório, possibilitando o desenvolvimento socioeconômico da região, onde está localizado o reservatório.
 Um aprendizado fundamental: O programa contribui para, e muda positivamente realidade dos reservatórios das mesmas hidroelétricos, pois tem demonstrado ser possível a recuperação, a preservação e interação antropogênica sustentável do potencial de pesca.
Recomendações para a reprodução da prática adotada: A experiência acumulada com esse programa ao longo dos anos permite concluir que é possível recuperar a Biodiversidade, subsidiando de maneira indireta a pesca.

Resumo: O Programa de Manejo Pesqueiro da empresa contribui para mudar a realidade da ictiofauna nos reservatórios das usinas hidrelétricas do Rio Tietê, visando fundamentalmente à preservação da diversidade biológica e a sustentação da exploração pesqueira racional, além de permitir o fornecimento de subsídios para estudos e pesquisas sobre as novas condições do sistema aquático do Estado de São Paulo. Mas sua evolução tem demonstrado que ele contribui para, e muda positivamente realidade dos reservatórios das mesmas hidroelétricos, pois tem demonstrado ser possível a recuperação, a preservação e interação antropogênica sustentável do potencial de pesca. O manejo pesqueiro implica no desenvolvimento de conhecimentos sobre o ambiente aquático e das comunidades aí presentes. O povoamento e repovoamento dos reservatórios são executados exclusivamente com espécies autóctones de piracema ou endêmicas de cada bacia, totalizando 2.500.000 alevinos/ano. A introdução de espécies atrativas para a pesca viabilizou a recuperação do potencial de pesca em reservatórios resultando na geração de renda para as populações ribeirinhas dos entorno dos reservatórios, atualmente, tanto a pesca esportiva quanto a comercial são possíveis nos reservatórios da empresa. Também integra o programa a análise de qualidade da água, fundamental para orientar ações e esforços no sentido da recuperação e manutenção da vida no rio. Edição 2006
 
 
EMBRAER
Responsável: Maria Inez Pimentel - Gestora Ambiental

Título do Case: Reflorestamento da Mata Ciliar do Ribeirão Vidoca 

Principal Motivação: Treze trilhões de dólares. Esse é o preço da biodiversidade mais fantástica, contanto intrínseca complexidade, que existe sob a casca da frágil e poderosa mãe terra: a biodiversidade e o subsolo brasileiro. Tendo em mente esses princípios, o grupo começa a atuar em seu próprio cotidiano, pois acredita que cada indivíduo inicia sua contribuição ao todo mostrando que é capaz de melhorar a si mesmo. Para isso, o objetivo de seus integrantes, residentes no vale do Paraíba é possibilitar a despoluição de um importante ribeirão que corta a cidade de São José dos Campos . 
Principais resultados/benefícios gerados: O impacto do plantio das primeiras 800 mudas na nascente do Vidoca será melhor auferido dentro de dois ou três anos, quando as medições produzirão as primeiras médias históricas. De antemão, sabe-se que as matas situadas às margens dos cursos d'água funcionarão como uma barreira para evitar o carreamento de sedimentos para o sistema aquático. Além disto, a floresta também amortece a impacto das gotas de chuva, propiciando uma infiltração mais lenta da água no solo. Isto reduz o processo erosivo, os riscos de escorrimento superficial e os deslizamentos. É por meio da infiltração da água no solo que são abastecidos os lençóis freáticos que alimentam as nascentes. 
Um aprendizado fundamental: Pedagógicos: Aprofundamento das matérias estudadas em sala de aula; Socialização e trabalho em equipe; Interdisciplinaridade; Contextualização da realidade a partir da ciência como instrumento de aprendizado; Interação do Grupo de Ciências com as escolas públicas ribeirinhas. Técnicos e Científicos: Compreender a interação dos processos naturais por uma óptica sistêmica; Desenvolver conhecimentos e práticas em reflorestamento e recuperação de matas ciliares e de fauna e flora nativa; Fomentar a proposição de medidas mitigadoras ambientais; Compreender o processo de produção de imagens de satélites e mapas, entre outros.
Recomendações para a reprodução da prática adotada: Resultados estimados: Recuperação da mata ciliar e fauna local; Realização de um projeto científico baseado no protagonismo juvenil; Reconhecimento do trabalho perante a sociedade e autoridades; Divulgação do trabalho desenvolvido para conscientização da população; Obtenção de patrocínio para manter a iniciativa.

Resumo: O reflorestamento da mata ciliar do Vidoca é resultado de um projeto iniciado em 2002 pela Gerência de Meio Ambiente da EMBRAER e pelos alunos da Oficina de Ciências do Colégio. O primeiro desafio foi localizar e conhecer as nascentes do Ribeirão Vidoca. Após a localização cartográfica das nascentes do Vidoca, seguiu-se o trabalho de campo. Nesta fase da campanha, os alunos confirmaram as informações in loco, ou seja, conheceram pessoalmente a localização das nascentes do rio. A partir daí, os estudantes entrevistaram as populações ribeirinhas para melhor conhecer seus problemas sócio-ambientais, mediram a vazão d!a água em trechos do Vidoca, coletaram material biológico e amostras físico-químicas, e mediram a concentração de coliformes a fim de determinar as condições ambientais do corpo d'água. Local escolhido: Fazenda Saúde, propriedade particular,cuja a manutenção se encontra no segundo ano após o plantio, e, as mudas já na altura de 1,60m.  Edição 2006
 
 
ORSA FLORESTA
Responsável: Maria Helena Miessva - Comunicação
Título do Case: Manejo florestal sustentável
 
Principal Motivação: Desde o final dos anos 90, os acionistas do Grupo Orsa vislumbravam a possibilidade de adquirir a Jarí Celulose. Em uma área de 1,7 milhão de hectares, percebeu-se o grande potencial de oportunidades para o uso múltiplo da floresta como base para o desenvolvimento de um plano de gestão sustentável para a Amazônia.
Principais resultados/benefícios gerados : Criação de cultura de manejo florestal sustentável em detrimento de uma cultura de desmatamento tradicional; demonstração da possibilidade do uso múltiplo da floresta, sem destruí-la;geração de impostos,; desenvolvimento de negócios madeireiros e não-madeireiros por meio do manejo florestal sustentável, certificado pelo FSC; geração de projetos de desenvolvimento local sustentável, criação de cultura de manejo florestal sustentável em detrimento de uma cultura de desmatamento tradicional; entre outros.
Um aprendizado fundamental: Envolvimento participativo da comunidade no projeto;parcerias com órgãos governamentais, institutos de pesquisas e universidades; acompanhamento permanente do processo e auditorias periódicas do FSC.
Recomendações para a reprodução da prática adotada: Todos os visitantes são convidados a conhecer também os projetos sociais realizados na região pela Fundação Orsa, e podem verificar in loco a importância das atividades do Grupo para a economia, a conservação ambiental e o desenvolvimento social na região. Todas as organizações do Grupo estão abertas a parcerias e trocas de experiências.


Resumo: O método consiste no emprego de técnicas modernas para colher cuidadosamente as árvores, de forma a causar o menor impacto possível na natureza. O manejo florestal em bases sustentáveis retira da floresta somente aquilo que ela naturalmente pode fornecer, respeitando os limites do ecossistema, estas práticas visam tornar a produção de madeira contínua ao longo dos anos. Do total de 545 mil hectares da área de manejo, cerca de 92 mil formam a Área de Preservação Absoluta, constituída por 7 reservas genéticas e pela área do entorno da Estação Ecológica. As Reservas Genéticas foram formadas ainda nos anos 80, em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias) e o Cenargen (o então Centro Nacional dos Recursos Genéticos). Dos cerca de 450.000 hectares restantes, cerca de 270.000 representam áreas de preservação permanente (APP) e/ou áreas de restrição operacional. Estas permanecem inalteradas sendo preservadas. Assim, somente cerca de 180.000 hectares são manejados num ciclo de 30 anos ou cerca de 6.000 hectares por ano. Esta porção da floresta será manejada de forma a manter os seus serviços inalterados (captação de CO2, filtragem do ar, proteção de rios e fauna, proteção do solo, etc) e a sua constituição botânica será altamente especializada em espécies comerciais. Edição 2006